É hoje que abre, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, a exposição MARCEL DUCHAMP: uma obra que não é uma obra “de arte”.
Esta é a sua maior exposição individual já realizada no Brasil e, para a maioria, uma oportunidade única de ver de perto as obras que chocaram o mundo da arte no anos 1910-1920. Com a criação do conceito readymade -que se trata de tirar produtos industriais da sua finalidade inicial (já “prontos”) e elevá-los à categoria de obra de arte- e do estilo dadaísta -que tem algo de protesto e algo de sarcasmo-, Duchamp questionou a, digamos, “dimensão artística da arte”, a um nível que nenhum outro jamais o fizera.
Cons
agrou-se como um principais artistas do século XX e foi precursor da arte conceitual, muitos anos de isso se tornar um estilo.
Talvez, depois de tanto tempo e passado por tantos movimentos artísticos, especialmente os conceituais, a obra de Duchamp não tenha mais a mesma eloquência. Mas, sem dúvida, vai continuar causando a mesma estranheza. E para quem conhece e admira seu contexto, a visita é obrigatória.
MARCEL DUCHAMP: uma obra que não é uma obra “de arte”
MAM-SP - Parque do Ibirapuera, portão 3
De 15/7 a 21/9
Terça a domingo, das 10h às 18h
R$5,50









