Arquivo para Julho, 2008

Joan Gratz – Mona Lisa Descending a Staircase

Daqui a uns 10 anos, quando eu talvez tenha um pouco mais de condição de entender a arte contemporânea, eu tento explicar.

Enquanto isso, fiquemos com essa doideira aí embaixo. Essa não tem muito o que entender, só admirar. Acho. É arte moderna em movimento.

IV Encontro de História da Arte

Em dezembro deste ano, professores, pesquisadores e estudantes da área de história da arte poderão se reunir no IV Encontro de História da Arte promovido pelos alunos do curso de pós-graduação em História da Arte do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas – IFCH da Unicamp.

O evento terá 5 dias de palestras e debates abordando diversas linhas de discussão dentro do tema A Arte, a História e a Crítica de Arte entre a Produção e a Reflexão.

Esta é a quarta versão do Encontro, que acontece anualmente e tem por objetivos principais promover debates e reflexões sobre a História da Arte, estimular o desenvolvimento de novos estudos e pesquisas e sua divulgacão, além de contribuir para o aperfeiçoamento do ensino nessa área.

Er… Eu acho que vou.

IV Encontro de História da Arte – A Arte e a História da Arte entre a Produção e a Reflexão
De 1 a 5 de Dezembro de 2008
Instituto de Filosofia e Ciências Humanas – IFCH / UNICAMP

Está tudo explicadinho aqui.

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Art Studio #2

263.264_studio.03, upload feito originalmente por scott_waterman.

Marcel Duchamp no MAM

É hoje que abre, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, a exposição MARCEL DUCHAMP: uma obra que não é uma obra “de arte”.

Esta é a sua maior exposição individual já realizada no Brasil e, para a maioria, uma oportunidade única de ver de perto as obras que chocaram o mundo da arte no anos 1910-1920. Com a criação do conceito readymade -que se trata de tirar produtos industriais (já “prontos”) da sua finalidade inicial e elevá-los à categoria de obra de arte- e do estilo dadaísta -que tem algo de protesto e algo de sarcasmo-, Duchamp questionou a, digamos, “dimensão artística da arte”, em um nível que nenhum outro jamais o fizera.

Consagrou-se como um principais artistas do século XX e foi precursor da arte conceitual, muitos anos de isso se tornar um estilo.

Talvez, depois de tanto tempo e passado por tantos movimentos artísticos, especialmente os conceituais, a obra de Duchamp não tenha mais a mesma eloquência. Mas, sem dúvida, vai continuar causando a mesma estranheza. E para quem conhece e admira seu contexto, a visita é obrigatória.

MARCEL DUCHAMP: uma obra que não é uma obra “de arte”
MAM-SP – Parque do Ibirapuera, portão 3
De 15/7 a 21/9
Terça a domingo, das 10h às 18h
R$5,50

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Monet e o Impressionismo: a ruptura de 5 séculos

Seria um equívoco dizer que Claude Monet (1840-1926) foi o precursor do Impressionismo, já que as idéias renovadoras do novo estilo já estavam sendo praticadas por Manet (1832-1883), Boudin (1824-1898) e Courbet (1819-1877), como a desconsideração pelos temas clássicos da Academia e a pintura ao ar livre. Estes pintores, inclusive, influenciaram diretamente a produção de Monet.

O que não diminui em nada a grande figura que foi esse francês e o papel que cumpriu na história da arte: ele tomou a dianteira da batalha que se tornou o mundo das artes quando essas idéias ganharam o gosto de vários outros pintores contemporâneos e que, por isso, se tornaram os principais de seu tempo.

Não à toa. Os ideias impressionistas romperam com a tradição acadêmica que já se mantinha no mesmo caminho desde o Trecento Renascentista, abrindo as portas para os movimentos seguintes, do fauvismo a Pollock. Não mais pintava-se de acordo com cânones, regras de representação pré-estabelecidas que se baseavam nos mestres precedentes (claro-escuro, perspectiva matemática, esquematização do espaço): agora, os artistas pintavam o que viam; eram fiéis a seus olhos e a suas impressões pessoais.

Não mais misturavam-se as tintas antes de aplicá-las, mas sim aplicavam-nas puras direto na tela para deixar que os olhos fizessem a composição. As pinceladas deixaram de ser contínuas. Os temas passaram a ser contemporâneos, cotidianos, dedicados aos pequenos prazeres.

A luz e a cor se tornaram o personagem principal: não importa se numa moça, num jardim ou num pôr-do-sol. Monet se valeu dos efeitos da luz natural sobre as paisagens para reproduzir o mesmo tema em variados momentos do dia, na tentativa de registrar o breve e único momento em que aquele espaço se apresentaria com aquelas cores, aquele luminosidade. Assim, mostrou que mesmo o que parece estar parado pode estar mudança contínua, tal qual a própria vida. A sombra não precisa ser necessariamente negra, o tempo é só um instante que passa.

O tema do quadro não precisa estar necessariamente no centro – influência das gravuras japonesas que os artistas dessa época descobriram. Aliás, às vezes o tema não está em uma porção específica do quadro: a pintura toda tem o mesmo valor.

Monet foi um grande experimentador até o fim dos seus dias. Foi inspiração pessoal de Renoir, Degas, Camille Pissarro, Émile Zola, e inpiração artística de centenas. Não apenas sua obra Impressão: nascer do sol deu identidade ao estilo, mas principalmente uma vida intensa, política e artisticamente.