A arte contemporânea está, como de costume, causando polêmica. O legal é que essa polêmica não tem só a ver com a complexidade que caracteriza a arte contemporânea, dificultando a compreensão do público leigo. As opiniões divergem também entre artistas.
Os curadores Ivo Mesquita e Ana Paula Cohen optaram por deixar um andar inteiro do pavilhão vazio, a fim de questionar a Bienal como modelo de instituição de arte, gerando discussões e, com elas, estimular a tomada de partidos.
Como eu sempre digo, quando se trata de arte contemporânea eu mais escuto do que falo, porque é uma área ainda difícil para eu entender. Mas, até onde consigo, esse discurso me pareceu muito fraco. Eu tenho a impressão de que ele pega carona no pensamento dadaísta -questionar o que se considera arte-, questionando a Bienal como o que consideramos o maior evento dessa área. Discussão de 80 anos atrás, basicamente, o que me faz chegar à conclusão que não se tem o que falar em arte desde então. Ou, pelo menos, é o que mostra (correspondendo à realidade ou não).
O artistas e entendidos, por sua vez, criticam a exposição pela falta de valorização de muitos artistas contemporâneos que poderiam estar ocupando o espaço, ainda mais num evento desse porte. Veja no vídeo aqui.
Agora vá você e tire suas próprias conclusões.
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28a Bienal de Arte de São Paulo
De 26/10 a 6/12
Terça a domingo das 10h às 22h (entrada no pavilhão até as 21h)
Pq. Ibirapuera – av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, portão 3
Tel.: 5576-7600
Grátis





