Arquivo para a categoria 'história da arte'

Curso gratuito de história da arte na Pinacoteca

Não podia deixar de divulgar!

A Pinacoteca vai oferecer um curso de história da arte contemporânea que começa no próximo dia 10 de outubro. Serão 6 aulas, aos sábados, e o curso será gratuito, portanto, corra. As vagas são limitadas.

Clique na imagem abaixo para as informações completas:

Curso de história da arte Pinacoteca

Oficina de História da Arte com Osvaldo Piva

Começo de ano dá nisso: uma porção de posts sobre os cursos que estão começando.

O Sesc Consolação (São Paulo) vai oferecer essa Oficina de História da Arte, que deve incluir encontros e visitas a museus. As aulas acontecem de 10/02 a 26/03, terças e quintas das 20h às 22h.

Os preços variam de R$5 a R$20. Saiba mais no site do Sesc.

Mais
O Sesc está com vários cursos e minicursos em modalidades de artes plásticas, gratuitos ou a preços simbólicos. Vale dar uma conferida.

Pós-graduação em Estética e História da Arte no MAC-SP

Boa pedida para quem quer seguir com os estudos na área de História da Arte é o mestrado oferecido pelo MAC no sistema Interunidades -que abrange disciplinas da ECA e da Faculdade de História e Filosofia.

Aqueles que ainda não têm um projeto de pesquisa ou desejam aprofundar os conhecimentos antes de tocar um projeto podem inscrever-se para uma das disciplinas oferecidas para alunos especiais no 1o semestre de 2009:

Teoria e Metodologia da Pesquisa em Arte
História da Arte Brasileira
Crítica de Arte Moderna no Brasil
Estética e Rupturas
Patrimônio Histórico, Arte e Cultura – Inventários no Brasil

O período das incrições é curto, de 2 a 12 de fevereiro de 2009, das 9h às 12h e das 14h às 17h.

Mais informações aqui: www.usp.br/pgeha

Curso de história da arte do Rodrigo Naves

Começou esta semana o curso de história da arte no espaço do professor e crítico de arte, Rodrigo Naves.

As aulas são semanais e vão de fevereiro a dezembro, com duração de 2h a 2h30. Há duas turmas, de segunda-feira às 20h30 e terça-feira às 9h30. Os interessados podem obter mais informações pelo telefone (11) 3258-7359 ou pelo e-mail camilarodrigo@uol.com.br. Caso não haja mais vagas, vale ficar na fila de espera, pois nem todos começam o curso do início e vão vagando lugares no decorrer do ano.

As aulas seguem ordem cronológica, mas são independentes uma da outra. E embora não haja pré-requisitos formais, para um maior aproveitamento do curso eu recomendo que a pessoa já tenha algum conhecimento em história da arte, pois as aulas vão além do didatismo para uma análise mais profunda e pessoal de Naves.

Sem dúvida, vale a pena.

Aula no Masp: A compoteira de Peras, de Léger

No próximo sábado 6/12, acontecerá a última aula de 2008 do Curso Introdutório à História da Arte a partir da coleção do Masp. O tema deste sábado é a obra de Fernand Léger, A Compoteira de Peras.

Essas aulas, gratuitas, acontecem todo primeiro sábado do mês, das 11h às 13h, de fevereiro a dezembro. São ministradas pelo professor Renato Brolezzi e são uma realização do Serviço Educativo do Masp. Cada aula tem como tema uma obra do Masp, mas são abordados toda a vida produtiva do artista, o estilo e contexto histórico.

É recomendado chegar antes, pois há fila para entrar.

Pinacoteca: Arte alemã em um mundo globalizado

Pinacoteca do Estado apresenta: “O KUNSTMUSEUM BONN E A ARTE ALEMÃ EM UM MUNDO GLOBALIZADO” COM CHRISTOPH SCHREIER

A apresentação do Museu de Arte de Bonn (Kunstmuseum Bonn) e a discussão sobre a importância da identidade cultural em um mundo globalizado, tendo como base a arte alemã, são os temas abordados na palestra do diretor adjunto do Museu de Arte de Bonn, Christoph Schreier.

A palestra terá a participação de Marcelo Araújo, diretor da Pinacoteca, e Martin Grossmann, diretor do Centro Cultural São Paulo.

Dia 04 de dezembro, quinta-feira, às 19h30
Na Pinacoteca do Estado: Praça da Luz, 2 – São Paulo/SP
Tel. 11 3324.1000
Participação gratuita, mediante retirada de senha.

Fórum Arte Contemporânea e Suas Interfaces

O Programa de Pós-Graduação Interunidades em Estética e História da Arte está promovendo o Fórum Arte Contemporânea e Suas Interfaces. Um dos ciclos de palestras será com o professor Cyro del Nero, uma verdadeira enciclopédia sobre a Grécia. Para quem curte o assunto, indico.

História da Antiguidade: 50 anos de visitas a Grécia

Prof. Dr. Cyro del Nero
Dias 15, 22 e 29 de outubro de 2008. Das 9h às 12h.
Local: ECA-USP, Departamento de Relações Públicas, Turismo e Propaganda, Sala 22.

Programação:
15/10 – O Teatro Grego
22/10 – O Ágora Ateniense
29/10 – A Formação do Homem Grego

Paideia – o ideal grego para a humanidade

Estudar a cultura clássica grega é, ao mesmo tempo, viajar no tempo surpreendendo-se com a contemporaneidade das idéias daquela civilização e maravilhar-se com a beleza do amor grego pela própria cultura, pelo conhecimento, pelo desenvolvimento do pensamento crítico e a filosofia.

Os gregos criaram o conceito de Paideia: a educação pela cultura, a tradição, a literatura, a ética, a justiça, a liberdade, o conhecimento, a virtude. Não há como traduzir Paidéia numa só palavra, são todos esses valores juntos como meio para alcançar a excelência humana.

A cultura grega causou admiração mesmo nos povos que a conquistaram. O desenvolvimento pressupõe a busca por conhecimento; a educação é um processo consciente de construção do conhecimento que, por sua vez, provém as bases para o exercício da ética.

O cidadão grego era parte integrante de uma sociedade coletiva, no sentido de que a educação não é propriedade de um ser individual; ela pertence à comunidade. O valor de um homem estava nas qualidades que ele dividia com toda a humanidade.

A literatura era a expressão de toda a cultura – ela eterniza o pensamento humano. Para os gregos, mais do que a palavra, o ideal pedagógico da nobreza era o exemplo. Os poemas épicos contam sobre os heróis; o poeta faz o papel de educador do seu povo no mais amplo sentido.

Até hoje, a distinção entre mitologia e história não existe. Besteira tentar dissociá-las, não porque não seja possível – e me parece que, de fato, não é –, mas porque não importa. No processo de construção do conhecimento, a cultura basta por si.

Para se aprofundar no assunto:
“Paideia: a formação do homem grego”
W Jaeger, A Parreira – 1986 – Martins Fontes

*Texto baseado em excertos da aula “Paidéia – A Formação do Homem Grego” do prof. Cyro del Nero, USP, São Paulo

Breve história do Teatro Grego

Considerando o teatro uma forma de expressão do homem diante da vida, pode-se dizer que ele surgiu muito antes dos festivais dramáticos gregos. Porém, o teatro tal qual o conhecemos, com autor, atores, enredo, palco e platéia, este sim devemos aos antigos eruditos da Grécia.

Tem-se notícia que esses festivais aconteciam em Atenas, a partir do século VI a.C., e consistiam em hinos ao deus Dionysos, deus das festividades e do vinho, entoados por um coro que, por sua vez, era liderado pelo corifeu. Thespis foi o primeiro vestir uma máscara e encarnar o papel do próprio deus Dionysos diante do público: estava criado o ator (o hypokrites).

No santuário onde se realizavam os festivais, o público se acomodava ao redor daquele círculo de areia (a arena) e acrescentando tábuas para sentar nas encostas das montanhas, criando o théatron (em grego: “local de onde se vê”). Os gregos eram excelentes arquitetos e, foi se utilizando dessa estrutura natural que foram sendo desenvolvidos projetos dos teatros, construções de acústica perfeita.

A partir de então, o autor escrevia os versos da música a ser encenada, um harpista compunha as notas e atores eram contratados – inicialmente eram dois, depois três, e sempre todos homens.

Havia cerca de 150 autores nesse período, mas pouquíssimos textos sobreviveram até a contemporaneidade: as tragédias de Sófocles, Eurípides e Ésquilo, e as comédias de Aristófanes.

Cenografia
Diante da necessidade de um local para os atores trocarem de roupa, ergueram ao fundo da arena uma tenda para esse fim, a skene (scenae), que passou a ter uma estrutura mais sólida posteriormente. Sófocles (séc. V a.C.) pediu que naquele tecido fosse pintado um painel da cidade de Tebas: o primeiro cenário, o início da cenografia (scenae + graphos).

Democracia
A produção desses espetáculos envolvia quase toda a população. Àqueles que não poderiam pagar, foi criado o theoricon – pagamento do ingresso de teatro pelo Estado para que ninguém perdesse o espetáculo, tal era sua importância social e cultural naquela sociedade.

Os jovens, porém, eram proibidos por lei de assistirem às comédias até que tivessem maturidade e instrução suficientes para as festas e o vinho.

Oralidade
A comunicação falada fazia parte da cultura erudita grega. Os gregos só conheciam a leitura em voz alta: os textos teatrais eram escritos para serem falados e não se lia em outra condição, nem se escrevia para outro fim, de forma que o diálogo, o falar e ouvir, eram muito valorizados.

O homem, enquanto primitivo, já era um ator diante da natureza. O teatro tornou-se seu espaço reservado para o culto daquilo que valorizava. E assim é até hoje. O teatro é o mesmo: apenas mudaram os homens e os valores.

(*Texto baseado em excertos da aula “O Teatro Grego” do prof. Cyro del Nero, USP, São Paulo)

IV Encontro de História da Arte

Em dezembro deste ano, professores, pesquisadores e estudantes da área de história da arte poderão se reunir no IV Encontro de História da Arte promovido pelos alunos do curso de pós-graduação em História da Arte do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas – IFCH da Unicamp.

O evento terá 5 dias de palestras e debates abordando diversas linhas de discussão dentro do tema A Arte, a História e a Crítica de Arte entre a Produção e a Reflexão.

Esta é a quarta versão do Encontro, que acontece anualmente e tem por objetivos principais promover debates e reflexões sobre a História da Arte, estimular o desenvolvimento de novos estudos e pesquisas e sua divulgacão, além de contribuir para o aperfeiçoamento do ensino nessa área.

Er… Eu acho que vou.

IV Encontro de História da Arte – A Arte e a História da Arte entre a Produção e a Reflexão
De 1 a 5 de Dezembro de 2008
Instituto de Filosofia e Ciências Humanas – IFCH / UNICAMP

Está tudo explicadinho aqui.

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