Então o Louvre é o museu mais visitado do mundo, hein?
Bom, a gente já imaginava, se considerar que o Louvre é o museu mais famoso também. Se pedirem para pensar num museu fora do país, qual seria o primeiro nome que lhe viria à cabeça? Moma? National Gallery? Galeria degli Uffizi? Claro que não, principalmente para o público leigo.
Ora, a Monalisa está lá. A Vênus de Milo está lá. São os típicos exemplos do que as pessoas conhecem e querem ver. Mas claro que é mais que isso. Lá tem o suficiente para saciar aqueles que se contentam com um único dia de visita (e ver a Monalisa, a Vênus, etc.), para aqueles que conhecem um pouco mais e precisariam de dois dias e para aqueles que sabem que uma visita mais completa requer várias idas à França. O lugar é gigantesco!
Deu na Ilustrada hoje
Os dados a seguir são dessa matéria.
No ano passado, o Louvre recebeu 8,3 milhões de pessoas. Em segundo e terceiro lugar, o Centro Georges Pompidou também em Paris e o Tate Modern em Londres, respectivamente. A título de comparação, eles citam quanto a Pinacoteca teve de visitas em 2006: 430 mil. O MAM de São Paulo, 237 mil.
Os EUA são o país com maior número de museus (são 16). A Inglaterra, com 8, está em segundo.
Esse levantamento foi feito pelo jornal londrino Art Newspaper. Entre os 60 museus mais visitados do mundo, não consta nenhum da América Latina.
Aí eu me pergunto
Será que brasileiro não tem mesmo a cultura de frequentar museu?
Ou será que os nossos museus são inferiores em relação aos outros, no que oferecem a seus visitantes?
Uma coisa é fato: as pessoas não entendem nada sobre arte, e a gente sabe como se torna cansativo e entediante vendo algo que não entendemos – de um texto em árabe a um filme de cinema alternativo. Nada sobre teoria da arte, sobre história, sobre a vida dos artistas e suas conquistas, rupturas, experiências.
Só o que temos em comum com eles, entendidos (artistas, críticos e afins) são as sensações. Qualquer um sabe dizer se gosta ou não de uma obra de arte, se ela lhe causa boas ou más impressões, se acha as cores bonitas, se teria aquele quadro na parede da sala. E só.
Logo, visitar um museu sem entender nada se torna chato em pouco tempo.
Mais uma prova de que o ensino de arte no Brasil precisa de – muita – atenção.