Textos categorizados 'arte'

Pós-graduação em Estética e História da Arte no MAC-SP

Boa pedida para quem quer seguir com os estudos na área de História da Arte é o mestrado oferecido pelo MAC no sistema Interunidades -que abrange disciplinas da ECA e da Faculdade de História e Filosofia.

Aqueles que ainda não têm um projeto de pesquisa ou desejam aprofundar os conhecimentos antes de tocar um projeto podem inscrever-se para uma das disciplinas oferecidas para alunos especiais no 1o semestre de 2009:

Teoria e Metodologia da Pesquisa em Arte
História da Arte Brasileira
Crítica de Arte Moderna no Brasil
Estética e Rupturas
Patrimônio Histórico, Arte e Cultura – Inventários no Brasil

O período das incrições é curto, de 2 a 12 de fevereiro de 2009, das 9h às 12h e das 14h às 17h.

Mais informações aqui: www.usp.br/pgeha

Querido Vincent

Inaugurado no último 30 de novembro:

http://queridovincent.wordpress.com

Vida real ou ficção? Arte ou cotidiano? Contemporaneidade ou antiguidade? Quem é Vincent? Tem alguma coisa a ver com Van Gogh? Por quê?

Só lendo.

Zupi #11

Zupi #11Foi ontem o lançamento oficial em São Paulo da 11a edição da Zupi.

O artista da capa é Dome, no Carne Fresca tem Virgílio Neto, além de Michael Page, Eroné, a cobertura do Pixel Show e, como sempre, muita inspiração.

O lançamento de ontem aconteceu na Saraiva do Shopping Morumbi. A próxima edição sai em fevereiro de 2009. Segundo o diretor executivo Símon Szacher, eles estão preparando algumas novidades a partir do ano que vem, entre elas, edições especiais temáticas que serão lançadas a cada semestre. O primeiro tema será erotismo. Legal, né?

Para quem curte o trabalho da Zupi, a dica é: vá ao lançamento das edições. É uma ótima oportunidade para conhecer a equipe da revista, conhecer outras pessoas que também estão envolvidas com esse mundo do qual a Zupi faz parte e até pode ser que esteja lá algum artista daquela edição. Trocar idéias é sempre enriquecedor.

Maurício Ianês – o pelado da Bienal

As artes performáticas foram outra invenção da Arte Contemporânea – e um grande fator complicador na hora de entender essa loucura toda. Mas elas estão aí, inclusive, claro, na Bienal desse ano.

Maurício Ianês é o artista que está desde o último dia 4 na Bienal, com uma proposta artística que eu achei MUITO interessante: ir para o pavilhão sem roupas, comida ou qualquer outra coisa além do própio corpo nu e ficar lá por duas semanas, dependendo exclusivamente da bondade dos visitantes para comer, se vestir, etc.

Ianês já não está mais pelado desde o primeiro dia, mas por incrível que pareça continua como um dos principais destaques nessa Bienal do Vazio. Já ganhou um monte de coisas, do básico a alguns supérfluos, e está atraindo para a exposição gente que vai só para vê-lo.

Como performance, achei sensacional! Primeiro pela interação que ela proporciona, mas indo mais além, pelos sentimentos que desperta; esses sentimentos geram reações que, por sua vez, resultam na interação. E mais: são reações diferentes, afinal cada um tem seu próprio repertório de vida, seus valores. Por fim, aqueles que interagiram com ele vão levar aquela pequena experiência na memória.

As reações, embora diversificadas, na sua maioria baseiam-se em solidariedade, o que também compõe o perfil da “obra”, ou da performance. É de um certo alívio confirmar que a maioria das pessoas preza mais o valor por um ser humano, ainda que esteja ali de própria vontade, do que a curiosidade sádica de alguns que chegaram a dizer que o deixariam sem nada, só para ver até quando ele aguentaria. Também é uma forma de reação, mas quem diz isso se aproxima mais daquele costarriquenho que se diz artista e deixou um cachorro morrer de fome durante uma exposição no Nicarágua.

O artista não fala, mas corresponde a abraços, apertos de mão e pedidos de fotos. Resta saber se, no fim dessas duas semanas, ele terá atingido seu objetivo, já que a arte performática, antes de ser uma experiência coletiva, é pessoal do artista.

Descobrindo William Thacker

O que mais me chamou a atenção foi a delicadeza dos gestos e das poses, as escolhas de cores e cenários, enfim, a qualidade visual das composições.

Veja tudo em http://www.williamwhitaker.com

Zupi #09

Atrasado, mas lá vai.

No último dia 13 foi lançada a 9a edição da revista mais querida dos designers – pelo menos os que eu conheço. A Zupi #09 já está nas bancas!

Traz as pinturas orientais-orgânicas de Yusk Imai, a “arte entorpecente” do turco Erkut Terliksiz e o surrealismo pop de Marcos Lopez, com suas fotos marcadas pela sátira e o absurdo. Tem ainda Marcelo Krause, Lucio Parrillo e uma matéria com três artistas de Sand Art: isso mesmo, arte em areia.

E, claro, muito combustível de idéias.

Eu achei esta a capa mais bonita até agora.

Aniversário do CCSP

O Centro Cultural São Paulo preparou uma programação especial para o mês de maio. O motivo é a comemoração de seu aniversário de 26 anos.

Além de apresentações de dança e música, acontecem palestras, workshops, debates, oficinas e exposições, entre outras ações culturais. Confira aqui a programação completa.

Para quem ainda não foi lá, o CCSP é um dos principais pontos de encontro culturais na cidade. Entre suas instalações, há uma biblioteca com uma área separada só para os livros de arte, além da gibiteca Henfil, mesas de xadrez, exibições gratuitas de filmes novos e antigos, espaços para shows, peças de teatro e exposições. O CCSP ainda oferece sempre oficinas e cursos gratuitos para públicos diversos.

Centro Cultural São Paulo

Você entende de arte?

Faça o teste!

http://www.culturageneral.net/pintura/test/index.php

Não vale colar, hein…

O princípio da Renascença: Brunelleschi, Donatello e Masaccio

Foi quase um século após a morte de Giotto que os novos preceitos artísticos por ele introduzidos ganharam espaço na Europa, na mão das gerações seguintes de artistas.

Filippo Brunelleschi (1377-1446) foi o primeiro arquiteto dito renascentista. Entre suas principais obras estão a cúpula da Catedral Santa Maria del Fiore e a Capela Pazzi, ambas em Florença. A primeira foi seu primeiro grande feito arquitetônico e diversas curiosidades históricas marcaram sua construção, mas o que deu fama a Brunelleschi foi a nova concepção de espaço que ele aplicou nesse projeto e nos seguintes, além de uma outra concepção de beleza adquirida por meio do estudo dos clássicos gregos e romanos e da natureza.

A nova onda humanista dizia que o indivíduo e o espaço têm tamanhos proporcionais, logo a natureza podia ser representada com exatidão quase científica. Assim fica mais fácil entender as relações de proporção e os desdobramentos que vemos no interior da Capela Pazzi. Assim, Brunelleschi introduziu o estudo perspectivo.

Esse novo método de representação, que incluía a perspectiva e o estudo dos clássicos e da natureza não tardou a impressionar seus contemporâneos. Donatello (1386-1466), escultor e amigo de Brunelleschi, se interessou pelo esquema escultórico greco-romano e aplicou a eles os conceitos humanistas: agora o homem é capaz de dominar a luz pela maneira de esculpir – “reproduzir” a luz. Além disso, a exemplo dos metres clássicos, ele passou a estudar a anatomia humana e atribuir a suas obras uma impressionante dramaticidade (ver S. Jorge, Museo Nazionale del Bargello, Florença; e O Festim de Herodes, relevo na pia batesimal da catedral de Siena).

A arte da perspectiva chegou às telas por meio do pintor Masaccio (1401-1428), que a usou para acentuar a atmosfera desejada em suas obras, especialmente a sensação de convidar o observador a sentir-se mais perto das figuras representadas. Mais ainda, é possível ver dentro do quadro o interior de uma catedral nos moldes daquela de Brunelleschi, como se o quadro fizesse um buraco na parede. Masaccio retomou a expressividade de Giotto: a luz intensificando a idéia de profundidade e o gesto relacionando as figuras entre si.

Esses três mestres florentinos sistematizaram o esquema iniciado por Giotto, influenciados pelo novo pensamento humanista e tornando-se, assim, os primeiros grandes artistas dessa nova era, quando a arte renasceu.

Fonte: A História da Arte, E.H. Gombrich. Ed. LTC.

Juno 1g/dia

JunoMuitas coisas me fazem gostar muito de um filme. Uma delas é quando o filme mexe com o telespectador, seja criando sensações, seja deixando marcas.

Juno é um do segundo tipo. Ele cria sensações também, mas não foi isso que mexeu mais comigo.

Só dando uma geral no óbvio primeiro: o filme aborda os assuntos de uma forma não convencional e tem aquele quê de mostrar que a vida pode ser boa mesmo se as coisas não acontecerem sempre como a gente quer.

Pensando nos padrões americanos de contar histórias no cinema – em que ou tudo é perfeito e algo ameaça a perfeição mas no final os mocinhos vivem felizes para sempre, ou vai para um lado mais escrachado a la Simpsons – a forma como se desenrola a história de Juno é, no mínimo, inusitada.

O que encanta é a forma da Juno encarar a vida. Segundo os “padrões”, a vida dela não é perfeita, ela tem problemas e muitas razões para ser uma garota-problema, mas seu jeito descolado de viver e resolver as coisas na sua cabeça dá uma rasteira naqueles que insistem em achar tudo muito difícil.

A Juno, claro, não existe. Uma garota de 16 anos assim tão descolada, tão madura e ao mesmo tempo consciente da própria imaturidade, tão segura quanto à própria imagem e livre de encanações típicas de adolescente, a Juno não falha em nenhum momento. No fim, é isso que torna a história, sim, um conto de fadas.

E a moral da história é: coloque um pouco de Juno na sua vida. Assista e aprenda com ela.

E não por acaso, eles vivem felizes para sempre.

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