Eu sou daquelas pessoas que não conhecem muito quadrinhos. Até gosto de alguns, mas acabei nunca me “viciando” neles e, pra falar a verdade, tenho um pouco de medo de começar a ler e não conseguir mais parar.
Então quando eu vejo um filme adaptado de quadrinhos, não tenho aquele olhar crítico de analisar o que foi fiel ao original. Foi com esses olhos que eu assisti a O Homem de Ferro. E gostei muito!
Gostei de tudo: do elenco, dos efeitos, da história, do dilema moral, do robozinho de estimação, do clima de quadrinhos. Porque, apesar de não conhecer muito, basta ler algum de qualquer herói da Marvel para perceber esse clima, do enredo aos ângulos de câmera.
O cara é pirado. Como todo playboy com o QI acima da média (o que é raro, mesmo na ficção), faz tudo ao contrário do que se espera dele, cativando a admiração dos mortais – não foi só pela fortuna que se tornou celebridade.
Tony Stark é um nerd que deu certo, pelo menos do ponto de vista da sociedade capitalista: tem fama, mulheres, dinheiro. E é nerd. É um nerd porra-louca, popular. É a personificação do que todo nerd queria ser. Ele tem tudo para ser um dos grandes preferidos deles, os nerds.
Brincadeirinhas à parte, vale a pena ver no cinema! O Jeff Bridges tá ótemo!

