Textos categorizados 'exposição'

Luciana Maas – Memória e Imaginação

As artes visuais, considerando-se aqui todas aquelas que se utilizam da linguagem visual, encantam, comovem, impressionam, porque permitem que se veja o olhar que outra pessoa tem do mundo. Assim, pintores, diretores de cinema, fotógrafos, são todos artistas.

As pinturas de Luciana Maas são seu olhar do mundo. Suas figuras de rostos indefinidos têm a fugacidade de um sonho, mas a singeleza das situações reflete  cenas que se encaixariam no cotidiano de qualquer um.

Não arriscaria dizer mais que isso, o resto deixo por conta do olhar de cada um:

Butiquim 02 (2004 - guache s/ papel)

Butiquim 02 (2004 - guache s/ papel)


Luciana Maas – Memória e imaginação

Espaço Cultural Citi
Av. Paulista, 1.111
Segunda à sexta, das 9h às 19h
Sábados, domingos e feriados, das 10h às 17h
Grátis

Você pode ver a galeria completa no UOL.

Terra Santa no MASP

Nesta semana, o MASP abriu a exposição Tesouros da Terra Santa, que traz do Museu de Israel peças arqueológicas que comprovam e ilustram várias passagens famosas da Antiguidade, do Velho e Novo Testamento.

A peças, que contam mais de mil anos da história antiga, desde a dinastia do Rei Davi (aproximadamente 1000 a.C.) até 640 d.C., dão uma idéia dos hábitos e estilo de vida de cristãos e israelitas e de como as duas religiões conviviam na época.

Um busto de Alexandre, o Grande, uma inscrição citando Pôncio Pilatos e o ossuário de Caifás estão entre cerca de 150 objetos da exposição.

Mais informações aqui.

Tesouros da Terra Santa – do Rei David ao Cristianismo
MASP – Primeiro subsolo
13 de agosto a 2 de novembro
Terça a domingo e feriados, das 11h às 18h; quinta-feira até 20h
R$15 (inteira) e R$ 7,00 (estudante). Grátis às terças.

A Natureza das Coisas no MASP

* Imagem: Banco de Pedra no Asilo de Saint-Remy – Van Gogh

Sabe que não entender o sentido de uma obra de arte é a base para também não gostar, não é? É por isso que muita gente não gosta de ir a museus de arte.

Eu mesma, que gosto do assunto, muitas vezes me sinto um pouco entediada quando visito uma exposição. Afinal, reduzir o sentido de uma obra ao que nós, leigos, conseguimos ver costuma ser pouco. Visitas monitoradas são ótimas por isso.

Mas o MASP está fazendo um excelente trabalho nesse sentido! Para o aniversário de 60 anos, eles elaboraram uma série de 4 exposições com leituras temáticas do acervo, trazendo obras grandiosas para a história e o entendimento da arte acompanhadas de textos explicativos. Assim, além de proporcionarem novas e mais profundas leituras artísticas -àqueles que já conhecem um pouco-, os textos explicativos funcionam como monitores, apresentando as obras dentro de um contexto e assim permitindo que o público leigo compartilhe desse entendimento.

A exposição A Natureza das Coisas apresenta uma sequência divida em 7 grupos temáticos: grandes paisagens, árvores, parques/jardins, paisagens urbanas, paisagens marítimas, naturezas-mortas e interiores. Ela mostra como a paisagem se tornou um gênero pictórico a partir do século XVII e como a natureza e seus efeitos ganharam a atenção dos mestres da pintura, do “caráter líquido” de William Turner até chegar ao impressionismo e abstracionismo, influenciando as gerações posteriores.

Fala também da paisagem urbana (ou “cultural) que foi um dos temas mais recorrentes no movimento modernista em vários países, assim como as paisagens interiores o foram entre os séculos XVIII e XIX com a afirmação da burguesia, especialmente se mostrasse mais o que se tem do que o que se é.

E fala muito mais. Os conjuntos falam e as obras individualmente também ensinam. Para cada um vão ensinar alguma coisa. Eu saí de lá com as minhas preferidas. E você?

Sem dúvida é uma visita que vale a pena. Para terminar, deixo uma frase do Picasso que está numa das paredes e ajuda a entender o sentido dessa Natureza das Coisas:

“Na arte moderna, no centro da arte não estão mais tanto as coisas em si como a única coisa que importa: o modo de vê-las” – Pablo Picasso