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Aula no Masp: A compoteira de Peras, de Léger

No próximo sábado 6/12, acontecerá a última aula de 2008 do Curso Introdutório à História da Arte a partir da coleção do Masp. O tema deste sábado é a obra de Fernand Léger, A Compoteira de Peras.

Essas aulas, gratuitas, acontecem todo primeiro sábado do mês, das 11h às 13h, de fevereiro a dezembro. São ministradas pelo professor Renato Brolezzi e são uma realização do Serviço Educativo do Masp. Cada aula tem como tema uma obra do Masp, mas são abordados toda a vida produtiva do artista, o estilo e contexto histórico.

É recomendado chegar antes, pois há fila para entrar.

Terra Santa no MASP

Nesta semana, o MASP abriu a exposição Tesouros da Terra Santa, que traz do Museu de Israel peças arqueológicas que comprovam e ilustram várias passagens famosas da Antiguidade, do Velho e Novo Testamento.

A peças, que contam mais de mil anos da história antiga, desde a dinastia do Rei Davi (aproximadamente 1000 a.C.) até 640 d.C., dão uma idéia dos hábitos e estilo de vida de cristãos e israelitas e de como as duas religiões conviviam na época.

Um busto de Alexandre, o Grande, uma inscrição citando Pôncio Pilatos e o ossuário de Caifás estão entre cerca de 150 objetos da exposição.

Mais informações aqui.

Tesouros da Terra Santa – do Rei David ao Cristianismo
MASP – Primeiro subsolo
13 de agosto a 2 de novembro
Terça a domingo e feriados, das 11h às 18h; quinta-feira até 20h
R$15 (inteira) e R$ 7,00 (estudante). Grátis às terças.

Obras roubadas. Mais?

De novo, obras roubadas em São Paulo. Eu não sei muito o que pensar sobre isso, são algumas questões a refletir. Vamos lá.

O motivo do roubo
Pelo que informam os jornais, não dá para tentar deduzir se o mandante é alguém atrás de dinheiro ou simplesmente um amante (psicótico) de arte. As obras têm, sim, um grande valor, e Picasso, Segall e Di Cavalcanti estão entre os pintores de mais destaque na história da arte, mas elas não estão entre as mais caras do museu nem são as obras mais importantes dos respectivos artistas. Fora que não poderão ser vendidas de outra forma que não seja no mercado negro.

A segurança da Estação Pinacoteca
Eu concordo em parte que o sistema de segurança seja “adequado”. Não dá para ficar neurótico. Não se pode esquecer que, ao dificultar o acesso de bandidos, se dificulta o acesso de todos. Infelizmente, às vezes medidas mais radicais são necessárias, mas que sejam evitadas ao máximo, não é? Ninguém quer ir ao museu e se deparar com imagens como a Monalisa dentro daquela redoma no Louvre… Ao mesmo tempo, ver obras tão valiosas artisticamente (porque pra mim, dane-se o valor em dinheiro) também tão vulneráveis dá uma certa agonia, quando a gente para para pensar.

Mas eu concordo que faltou pelo menos um detector de metais na Estação. E acho que esse, digamos, excesso de confiança talvez se deva à pouca visitação que o museu recebe normalmente. Será?

Arte virando notícia
Em menos de 1 ano, já é o terceiro roubo de obras de arte em São Paulo, e mais alguns no Rio que não tiveram tanta repercussão. Nesse momento a imprensa está acompanhando cada detalhe da investigação do roubo na Estação Pinacoteca. Não deixa de ser interessante.

Mais sobre a notícia aqui:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u411729.shtml

A Natureza das Coisas no MASP

* Imagem: Banco de Pedra no Asilo de Saint-Remy – Van Gogh

Sabe que não entender o sentido de uma obra de arte é a base para também não gostar, não é? É por isso que muita gente não gosta de ir a museus de arte.

Eu mesma, que gosto do assunto, muitas vezes me sinto um pouco entediada quando visito uma exposição. Afinal, reduzir o sentido de uma obra ao que nós, leigos, conseguimos ver costuma ser pouco. Visitas monitoradas são ótimas por isso.

Mas o MASP está fazendo um excelente trabalho nesse sentido! Para o aniversário de 60 anos, eles elaboraram uma série de 4 exposições com leituras temáticas do acervo, trazendo obras grandiosas para a história e o entendimento da arte acompanhadas de textos explicativos. Assim, além de proporcionarem novas e mais profundas leituras artísticas -àqueles que já conhecem um pouco-, os textos explicativos funcionam como monitores, apresentando as obras dentro de um contexto e assim permitindo que o público leigo compartilhe desse entendimento.

A exposição A Natureza das Coisas apresenta uma sequência divida em 7 grupos temáticos: grandes paisagens, árvores, parques/jardins, paisagens urbanas, paisagens marítimas, naturezas-mortas e interiores. Ela mostra como a paisagem se tornou um gênero pictórico a partir do século XVII e como a natureza e seus efeitos ganharam a atenção dos mestres da pintura, do “caráter líquido” de William Turner até chegar ao impressionismo e abstracionismo, influenciando as gerações posteriores.

Fala também da paisagem urbana (ou “cultural) que foi um dos temas mais recorrentes no movimento modernista em vários países, assim como as paisagens interiores o foram entre os séculos XVIII e XIX com a afirmação da burguesia, especialmente se mostrasse mais o que se tem do que o que se é.

E fala muito mais. Os conjuntos falam e as obras individualmente também ensinam. Para cada um vão ensinar alguma coisa. Eu saí de lá com as minhas preferidas. E você?

Sem dúvida é uma visita que vale a pena. Para terminar, deixo uma frase do Picasso que está numa das paredes e ajuda a entender o sentido dessa Natureza das Coisas:

“Na arte moderna, no centro da arte não estão mais tanto as coisas em si como a única coisa que importa: o modo de vê-las” – Pablo Picasso