A Natureza das Coisas no MASP

junho 9, 2008 § Deixe um comentário

* Imagem: Banco de Pedra no Asilo de Saint-Remy – Van Gogh

Sabe que não entender o sentido de uma obra de arte é a base para também não gostar, não é? É por isso que muita gente não gosta de ir a museus de arte.

Eu mesma, que gosto do assunto, muitas vezes me sinto um pouco entediada quando visito uma exposição. Afinal, reduzir o sentido de uma obra ao que nós, leigos, conseguimos ver costuma ser pouco. Visitas monitoradas são ótimas por isso.

Mas o MASP está fazendo um excelente trabalho nesse sentido! Para o aniversário de 60 anos, eles elaboraram uma série de 4 exposições com leituras temáticas do acervo, trazendo obras grandiosas para a história e o entendimento da arte acompanhadas de textos explicativos. Assim, além de proporcionarem novas e mais profundas leituras artísticas -àqueles que já conhecem um pouco-, os textos explicativos funcionam como monitores, apresentando as obras dentro de um contexto e assim permitindo que o público leigo compartilhe desse entendimento.

A exposição A Natureza das Coisas apresenta uma sequência divida em 7 grupos temáticos: grandes paisagens, árvores, parques/jardins, paisagens urbanas, paisagens marítimas, naturezas-mortas e interiores. Ela mostra como a paisagem se tornou um gênero pictórico a partir do século XVII e como a natureza e seus efeitos ganharam a atenção dos mestres da pintura, do “caráter líquido” de William Turner até chegar ao impressionismo e abstracionismo, influenciando as gerações posteriores.

Fala também da paisagem urbana (ou “cultural) que foi um dos temas mais recorrentes no movimento modernista em vários países, assim como as paisagens interiores o foram entre os séculos XVIII e XIX com a afirmação da burguesia, especialmente se mostrasse mais o que se tem do que o que se é.

E fala muito mais. Os conjuntos falam e as obras individualmente também ensinam. Para cada um vão ensinar alguma coisa. Eu saí de lá com as minhas preferidas. E você?

Sem dúvida é uma visita que vale a pena. Para terminar, deixo uma frase do Picasso que está numa das paredes e ajuda a entender o sentido dessa Natureza das Coisas:

“Na arte moderna, no centro da arte não estão mais tanto as coisas em si como a única coisa que importa: o modo de vê-las” – Pablo Picasso

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